Vinhos - Mitos e Equívocos

Por: Sommelier Alejandro D.Herrera Sarduy - Muitos mitos e equívocos acompanham os vinhos em seu caminho para o prazer. Alguns deles, em realidade, não tem base nenhuma.

Mdm A quase todos os contextos inerentes ao ser humano chegam mitos, histórias e frases que ficaram na nossa memória, de geração em geração; alguns reais, outros incertos. Ao mundo do vinho tem chegado desde a sua criação e outros novos se incorporam nos últimos anos.

Apresentamos alguns dos que supomos são os mais populares, e estes são apenas os primeiros exemplos:

 

  • OS VINHOS TINTOS DEVEM SER TOMADOS NA TEMPERATURA AMBIENTE.

A temperatura de serviço dos tintos depende do corpo deste, da variedade de uva ou mistura das uvas utilizados na sua elaboração, bem como o local de origem e a evolução que tem obtido tanto na barrica na vinícola como na garrafa. Está temperatura pode variar entre 12°C e 18°C.

Por muito tempo a literatura vitivinícola mais consultada era a européia e em concordância com seu clima brindavam o dado de não esfriar os tintos, já que o ambiente proporcionava uma temperatura agradável para sua degustação.

Vamos dizer que em grande parte do Brasil com clima tropical, com suas temperaturas normais, seria intragável uma taça a 25ºC e muito menos a 30ºC, pelo que não existem inconvenientes em deixar resfriar o vinho lentamente, em um refrigerador ou no balde de gelo e poder sentir o aroma e saborear sutilezas que seriam impossíveis com uma alta temperatura ambiente.

 

  • ROLHA MOLHADA OU PINTADA, SINÔNINO DE VINHO EM MAL ESTADO. 

A cortiça tem uma vida finita e é normal que à medida que o tempo passa vá umedecendo a parte que fica em contato com o líquido e assim, criar o que chamamos de espelho do vinho. Não obstante a má conservação da garrafa pode provocar o contato com o oxigênio e portanto, a oxidação do vinho. Pelo contrário, em algumas ocasiões pode acontecer de a rolha ressecar e provoque algumas das doenças que atacam o vinho.

Quando você abre uma garrafa de vinho não deve ter medo do intenso ou não, ou do espelho ou aveludado na rolha, pois através destes sinais podemos desvendar algumas qualidades do vinho, sem chegar a prová-lo, como pode ser o estado de conservação da garrafa, a longevidade ou não do vinho, o nível de tanino ou a presença de variedades de uvas de alto nível cromático.

Então, se a rolha está molhada ou pintada não significa necessariamente implicar em um vinho decadente.

 

  • OS MELHORES VINHOS SE ELABORAM EM VINÍCOLAS PEQUENAS.

Este falso mito é cada vez menos credível, pois com os avanços na viticultura os grandes vinhos são alcançados além do tamanho da vinícola.

Um bom vinho vê a luz graças a pequenos detalhes e decisões precisas por parte do viticultor (variedade de uva para plantar, como e quando podar, momento justo da colheita) e enólogo na adega (controles de temperatura, tipos de barricas e seu tipo de torrefação e tempo justo de fermentação).

Ou seja, a filosofia de como fazer um vinho e um trabalho meticuloso tanto no campo como na vinícola, influem mais na qualidade do produto final qua as dimensões da vinícola, ou mesmo que a alta tecnologia.

 

  • O VINHO MAIS FAMOSO É O DE UVA.

Só você pode chamar vinho ao resultado da fermentação da uva ou do suco da uva.

Às vezes ouvimos falar de vinho de laranja, de abóbora, de arroz e de quanta outra fruta, planta ou grão que suporte uma fermentação. O fato de que se obtenha um produto pelo mesmo método de elaboração e até tão saborosa não lhe dá direitos a ser chamado de vinho.

Portanto não é necessário dizer vinho de uva, pois é uma redundância, basta dizer vinho.

 

  • A SIDRA É UM VINHO.

Ao fermentar a maçã ou seu suco, obtemos a sidra, assim que segundo o conceito de vinho, ao não contar em sua elaboração com a uva como matéria-prima, se descarta a possibilidade de chamar de vinho a sidra. Ela já tem um nome: Sidra.

 

  • ESPUMANTE, IGUAL A CHAMPAGNE

O champagne, um dos mais deliciosos, interessantes e controvertidos vinhos do mundo, sómente assim chamados aos produzidos na região de mesmo nome, na França, ainda com algumas restrições, tais como o método de preparação, a pressão do ar na garrafa ou castas utilizadas são geralmente três (tintas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay branco), embora outras variedades regionais podem ser usadas em pequenas percentagens ou se pode fazer um mono varietal.

Há muitos outros vinhos espumantes que ao não serem produzidos dentro dos limites da mencionada região, já não podem mais usar em seus rótulos o termo Champanhe.

Entre os mais famosos vinhos deste tipo que são feitos fora da França, estão o Cava, que vê a luz em certas regiões da Espanha, o Spumante italiano e Crémants dentro da própria França, mas fora da área de Champagne.

Assim, não devemos confundir em um casamento, festividade ou qualquer evento, a bebida que produz bolhas de dióxido de carbono nas taças que chocamos uns com os outros, enquanto nós desejamos a todos os presentes: Saúde!

 

  • O VINHO NÃO É UM ALIMENTO.

O vinho parte da transformação de uma matéria vegetal viva: a uva, através microorganismos vivos, leveduras e fenômenos bioquímicos, fermentação, e como estão envolvidos no processo células vivas contém todo o necessário para a vida.

Se nos concentrarmos no conceito de comida: é qualquer substância sólida ou líquida, que serve como nutriente para o corpo, ou qualquer coisa comestível que contém macro e micro nutrientes que podem contribuir para as necessidades orgânicas.

Vendo esta definição não há margem para dúvidas de que o vinho compartilha este conceito ao conter macronutrientes (carboidratos e alguma proteína) fontes de energia e micronutrientes (minerais, oligoelementos e vitaminas).

Por isso cada vez mais os especialistas, incluem o vinho, em doses moderadas, como um elemento essencial nas dietas.

 

  • TINTOS PARA CARNES VERMELHAS, BRANCOS PARA CARNES BRANCAS.

As harmonizações entre vinho e prato são cada dia mais arriscados, as pessoas querem sentir novas sensações através do mesmo prato ou do mesmo vinho.

É comum hoje em dia, encontrar clientes em restaurantes que acompanham um peixe com um tinto leve, preparações de porco com branco com barrica, uma sobremesa com uma rosado ou um tinto encorpado para fumar um puro.

A escolha do vinho adequado na mesa é um momento bastante tenso, que deve ser deixado a cargo do sommelier, pode ser um grande prazer se formos bem sucedidos ou pode estragar todo o jantar.

Embora existam combinações clássicas, deve ficar claro que não há regras para combinar cores​​, cheiros e sabores entre pratos e vinhos, e o principal a considerar é o gosto pessoal do consumidor.

 

  • QUANTO MAIS ANTIGA A SAFRA, MELHOR O VINHO.

O vinho como qualquer ser vivo tem três etapas principais de existência.

A primeira fase ascendente, quando o vinho está forjando-se, ainda não tem todas suas potencialidades, mas vai em sua busca. Uma segunda fase, na qual os seus melhores atributos estão presentes já estabilizados, fase que chamamos de plenitude, e a terceira e última decrepitude ou seja, a partir do momento em que ele começa a perder suas qualidades essenciais até que a morte ou a transformação em vinagre.

Estas três fases não se comportam de forma igual para cada vinho. A variedade de uva, o tempo de guarda na vinícola, o modo de conservação e armazenamento afetam a aceleração de cada uma destas fases.

Portanto, o fato de que a etiqueta indica uma safra muito antiga não tem por que significar que o vinho está no seu melhor momento ou esplendor.

 

  • OS MELHORES VINHOS SÃO OS FRANCESES.

O melhor vinho é, na verdade, o que escolhemos dependendo do prato e segundo a companhia do momento.

Sem dúvida, alguns dos mais famosos têm origem francesa (Champagnes, o Sauterns, grandes Bordeaux ou grandes Borgonhas), mas há vinhos de grande qualidade e popularidade com origem Italiano, Espanhol, Português, Alemão, Húngaro, Chile, Americana Australiana, Nova Zelândia. Em suma, quase todas as regiões compreendidas como produtoras de vinho.

 

Autor:
David Alejandro Herrera Sarduy

 

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