Tintos mais delicados - Alerta para as tonelarias

P1000827aA tendência atual de vinhos menos concentrados deve ascender o sinal de alerta nas tonelarias – se é que ainda não ascendeu. O reflexo direto do caminho em direção a tintos mais delicados é a diminuição do uso –e, consequentemente, da compra – de barricas de carvalho, principalmente as pequenas, de 225 litros. Ao receberem o vinho pela primeira vez, as barricas recém-produzidas tendem a passar as suas notas aromáticas e gustativas para a bebida. Mais: conforme a tostagem, e muitas delas têm o seu interior com alto nível de tosta, mais marcada ainda será esta influência da madeira no vinho.

São estas características que estão levando várias vinícolas a diminuírem o uso de barricas novas. “Não compramos nenhuma barrica neste ano”, afirma o enólogo Marcelo Retamal, da vinícola chilena De Martino, em passagem por São Paulo nesta semana. Marcelo Papa, que cuida de vinhos importantes para a gigante chilena Concha Y Toro, com as linhas Casillero del Diablo, Marques de Casa Concha e Maycas de Limarí, diz que está reduzindo sensivelmente a sua encomenda anual de barricas novas. Da quantidade que varia entre 1.500 e 2.000 barricas anuais, ele deve comprar menos de 600 unidades para a próxima safra.

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No caso de Marcelo Papa, é na Marques de Casa Concha, uma das linhas premium da Concha Y Toro, que esta redução é mais sensível. Mas isso não significa, ainda, uma economia de custos. Os recursos antes alocados para as barricas de 225 litros agora vão para a compra dos grandes tanques de carvalho, de 5 mil litros, elaborados na Itália. A diferença é que o botti – ou foudre, como também é chamado - custa ao redor de 20 mil euros cada, enquanto as boas barricas são comercializadas por 800 euros, em média. Mas, enquanto uma barrica é utilizada por no máximo cinco safras, um botti dura 20 anos.

Com as utilização da barrica por safras seguidas, elas vem perdendo suas características aromáticas e gustativas, chamadas de notas de madeira, e têm uma influência menor no vinho, apenas favorecendo uma pequena troca de oxigenação com o ambiente. E é esta característica que agora vem sendo valorizada por estes enólogos.

Fonte: Suzana Barelli 

 

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